13 agosto 1829

REGRESSO DA COMPANHIA DE JESUS A PORTUGAL, APÓS 70 ANOS DA SUA EXPULSÃO PELO MARQUÊS DE POMBAL.

D. Miguel dá ordem para o regresso da Companhia de Jesus a Portugal, para a propagação da Fé, para o serviço do Rei, e utilidade de seus Estados e Vassalos.

D. Miguel irá ser o representante deste movimento absolutista e do conservadorismo apostólico, e será em torno da sua pessoa que os contrarrevolucionários irão defender a sacralidade do trono, na exclusividade da religião católica e na defesa das instituições tradicionais.

Como rei absolutista necessitava do apoio legitimador da Santa Sé e da Companhia de Jesus, que se encontravam ligadas ao ideário tradicionalista.

 Para o Padre Delvaux, responsável da Missão Portuguesa da Companhia de Jesus em Portugal, a defesa dos valores tradicionais era uma prioridade, mostrando « peu d’estime pour les idées dites modernes, et beaucoup moins encore pour le libéralisme» .

No dia 13 de agosto de 1829 chegavam a Lisboa seis missionários jesuítas. Contudo, vão encontrar-se «dans une situation três difficile», onde «la législation du pays et les actes du Marquis du Pombal ne laissaient pas de rendre leur position extrêmement délicate».

In VEIGA, Francisca – A Restauração da Companhia de Jesus em Portugal 1828-1834: O breve regresso no reinado de D. Miguel. In Tese elaborada para obtenção do grau de Doutor em História, na especialidade de História Contemporânea, 2019.

Gravura satírica, Le Portugal et l’Europe en 1829 Palácio Nacional de Queluz

Nesta gravura Portugal está representado, na parte superior do estrado, pela rainha D. Carlota Joaquina e por D. Miguel I que, sendo ajudados por religiosos, garroteiam indivíduos de diversos estratos sociais, afetos à causa liberal. Na parte inferior do estrado está representada a conjuntura política europeia.