Um repórter de natureza no século XVI: José de Anchieta e o primeiro retrato da Mata Atlântica

Evangelho nas selvas
Benedito Calixto (1853–1927)
São Paulo Museum of Sacred Art

José de Anchieta foi muito mais do que o “apóstolo do Brasil”: foi missionário jesuíta, poeta, gramático, cronista da natureza e uma das primeiras vozes a maravilhar‑se, por escrito, com a Mata Atlântica. Ainda jovem, vindo das Canárias e formado em Coimbra, embarcou para aquilo que muitos europeus viam como o “fim do mundo” e acabou por se tornar fundador de cidades como São Paulo e observador privilegiado de um território em processo de descoberta. Frágil de saúde, encontrou no clima tropical e no contacto com novas gentes e paisagens não apenas cura, mas um horizonte intelectual e espiritual inteiramente novo, que procurou fixar em cartas, poemas e relatos.

José Anchieta
Apóstolo do Brasil

Nas cartas trimestrais que enviava aos superiores na Europa, Anchieta surgia como um verdadeiro “repórter de natureza” avant la lettre, descrevendo plantas, bichos e paisagens que os leitores do outro lado do Atlântico não conseguiam sequer imaginar. Numa delas, de 1585, vê o Brasil como “um jardim em frescura e bosque”, onde não há árvore seca e os arvoredos se elevam “às nuvens”, cheios de frutos e de pássaros cuja música não fica atrás dos rouxinóis, pintassilgos ou canários de Portugal. Esta capacidade de traduzir o espanto em palavras dá aos seus textos um tom simultaneamente devocional e sensorial: cada caminho na floresta é ocasião para louvar a Deus, mas também para registar cores, cheiros, sons, texturas, como se quisesse levar os leitores pela mão por dentro daquele mundo novo.

A célebre carta escrita em maio de 1560, em São Vicente, é hoje reconhecida como o primeiro grande documento sobre a Mata Atlântica, um marco fundador na descrição do bioma. Nela, Anchieta regista a presença de grandes mamíferos, como as “panteras” de duas variedades – uma cor de veado, mais pequena e bravia (a onça‑parda), outra malhada e pintada de várias cores (a onça‑pintada) –, descrevendo‑as com o cuidado de quem sabe que fala de animais nunca vistos na Europa. Fala também de antas, veados, porcos‑do‑mato, de peixes que sobem os rios em tal abundância que garantem a subsistência das aldeias e de aves de plumagens exuberantes, papagaios, guarás vermelhos, beija‑flores, aves de rapina, numa espécie de inventário vivo do espanto. Não esquece os insetos, as doenças, os desconfortos; mas mesmo o incómodo dos mosquitos entra no quadro geral de um ambiente intenso, total.

A flora surge igualmente em primeiro plano: raízes comestíveis, como a mandioca, outras plantas de que aprende o nome indígena, frutos variados, ervas medicinais usadas para tratar febres e maleitas, árvores que fornecem madeira, sombra, alimentos e remédios. Anchieta não se limita a enumerar espécies; observa usos, técnicas, modos de cultivo, registando aquilo que vê fazer aos povos indígenas. O resultado é um retrato raro do modo como as comunidades locais se relacionavam com a floresta, retirando dela sustento e cura sem a esgotar, o que hoje dá a estas páginas valor histórico, antropológico e ecológico.

 Flora, fauna e paisagens de São Paulo no ano de 1500.
In https://www.researchgate.net/figure/Figura-02-Flora-fauna-e-paisagens-de-Sao-Paulo-no-ano-de-1500_fig1_355680775

Na “Carta de São Vicente” de 1560, o Padre José de Anchieta apresentou uma das primeiras e mais detalhadas descrições da fauna e flora brasileiras, combinando uma excecional capacidade de observação com a admiração pela biodiversidade da Mata Atlântica. Para Anchieta, o Brasil era como um “jardim em frescura”, onde as árvores atingiam alturas admiráveis e a variedade de espécies era tão vasta que a vista nunca se cansava. Principais elementos descritos por Anchieta:

Fauna (Animais)

Anchieta descreveu uma vasta gama de criaturas, por vezes integrando mitos culturais às suas observações:

Animais Aquáticos e Anfíbios: Destacou o “boi marinho” (peixe-boi), descrevendo o seu tamanho imenso, a pele dura semelhante à do elefante e a utilidade da sua gordura para temperar comida. Mencionou a sucuryúba (sucuri), relatando com espanto a sua capacidade de engolir veados inteiros, e o jacaré, cujas carnes notou terem cheiro de almíscar. Descreveu também a capivara e as lontras.

Mamíferos Terrestres: Relatou a extrema ferocidade das panteras (onças), a lentidão da preguiça e as características peculiares do tamanduá, especialmente a sua língua comprida usada para colher formigas. Mencionou ainda a anta (tapiíra), o gambá (sariquéa) com a sua bolsa abdominal para os filhos, diversas espécies de macacos, o tatu e os veados.

Répteis e Insetos: Listou serpentes venenosas como a jararaca, a cascavel (bóicininga) e a cobra-coral. Sobre os insetos, destacou a organização das formigas (Içâ), que os indígenas costumavam comer torradas, além de diversas espécies de abelhas e mosquitos.

Aves: Notou que os papagaios eram tão comuns como os corvos na Europa. Descreveu o guará e os beija-flores (guainumbî), mencionando a crença de que estes últimos se geravam a partir de borboletas e se alimentavam apenas de orvalho.

Flora (Plantas e Árvores)

A descrição da flora foca-se tanto na exuberância visual como nas utilidades práticas:

Mandioca: Explicou que as suas raízes são venenosas e nocivas por natureza se comidas cruas, mas tornam-se um alimento essencial após serem preparadas.

Árvores de Grande Porte: Descreveu pinheiros de altura estupenda e a sapucaia, cujo fruto comparou a uma panela com tampa trabalhada a torno, contendo no interior inúmeras castanhas.

Plantas Medicinais e Curiosas: Identificou o bálsamo (copaíba), cujo suco é excelente para curar feridas sem deixar cicatrizes, e a “erva-viva” (sensitiva), que fecha as folhas imediatamente ao ser tocada. Também mencionou diversas raízes medicinais usadas como purgantes.

Esta carta é considerada um documento fundamental por detalhar a biodiversidade e o exotismo da fauna e flora no início da colonização, servindo como um dos registos mais completos sobre a Mata Atlântica da época.

Curiosamente, o mesmo homem que entrava mata adentro, com risco de encontrar onças ou de adoecer, escrevia poesia em latim e português, compunha autos teatrais para catequese e redigia a primeira gramática da língua tupi.

Arte de grammática da lingoa mais usada na costa do Brasil 

A sua obra vive deste contraste: por um lado, o intelectual formado nas letras europeias; por outro, o missionário que aprende línguas indígenas, experimenta a carne dos animais que descreve e adapta o seu olhar às realidades da terra nova. Quando compara o canto dos pássaros do Brasil com o dos rouxinóis portugueses, ou quando afirma que certos bosques brasileiros deixam os jardins artificiais de Portugal “muito abaixo”, aproxima dois mundos e convida o leitor a rever a hierarquia tácita entre centro e periferia.

Séculos mais tarde, a Carta de São Vicente seria escolhida como referência para o Dia Nacional da Mata Atlântica, celebrado a 27 de maio, transformando um documento missionário do século XVI em bandeira contemporânea de educação ambiental e preservação.

Cadernos da Reserva da Biosfera da Mata Atlantica, 7

O texto de Anchieta funciona hoje como linha de base histórica para perceber o que se perdeu e o que ainda pode ser salvo: ao comparar a floresta abundante que ele descreve com os fragmentos que restam do bioma, ganha‑se consciência da escala da devastação, mas também da necessidade de conservar o que persiste. Ao mesmo tempo, o facto de a carta integrar campanhas, exposições e séries educativas mostra como a escrita de um jesuíta quinhentista continua a gerar imaginários, mobilizar afetos e sustentar argumentos em defesa da natureza.

Da esquerda para a direita: os animais da Terra Santa segundo as “Peregrinationes in Terram Sanctam” de Bernhard von Breydenbach (1486), o “sátiro” da “Historia Animalium” de Conrad Gesner (1551) e o “orang-outang” da “Historiae Naturalis & Medicae Indiae Orientalis” de Jacobus Bontius (in Piso, 1658).

Ler Anchieta, portanto, é muito mais do que revisitar a história da evangelização do Brasil: é entrar num laboratório vivo onde natureza e cultura, teologia e curiosidade científica, medo e fascínio se entrelaçam. O seu olhar, por vezes ingénuo, por vezes agudamente analítico, revela um Brasil em estado nascente e uma Mata Atlântica ainda quase intacta, mas já sujeita a usos intensivos e conflitos. Para quem se interessa por história ambiental, pela circulação de saberes entre Europa e América ou pela própria tradição jesuíta, as cartas de Anchieta constituem uma porta de entrada privilegiada – uma leitura que, quanto mais se explora, mais perguntas suscita sobre o passado e, talvez mais urgentemente, sobre o futuro deste “jardim em frescura e bosque” que ele nos ensinou a imaginar.

Imagem de José Anchieta da biografia de Simão Vasconcellos, Vida do veneravel padre Ioseph de Anchieta da companhia de jesvs, taumaturgo do novo mundo, na província do Brasil. Lisboa: Ioam da Costa, 1672. Acesso online através de http://www.archive.org

“Todo o Brasil é um jardim em frescura e bosque e não se vê em um dia do o ano árvore nem erva seca. Os arvoredos se vão às nuvens de admirável altura e grossura e variedade de espécies. Muitos dão bons frutos e o que lhes dá graça é que há neles muitos passarinhos de grande formosura e variedade e em seu canto não dão vantagem aos rouxinóis, pintassilgos, colorinos, e canários de Portugal e fazem uma harmonia quando um homem vai por este caminho, que é para louvar ao Senhor, e os bosques são tão frescos que os lindos e artificiais de Portugal ficam muito abaixo”

escreveu o Padre Jesuíta José Anchieta, em 1585.

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VEIGA, Francisca Branco, Um repórter de natureza no século XVI: José de Anchieta e o primeiro retrato da Mata Atlântica (blogue da autora Francisca Branco Veiga). Disponível em: https://franciscabrancoveiga.com/ [23 de Fevereiro de 2026].

Veja, inclusive, sobre o Padre Anchieta
José Anchieta (1534-1597): curiosidades acerca do humanista

https://www.youtube.com/TertuliasPortugalBrasil (Ep. 87)

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SIMÃO RODRIGUES (primeiro Provincial da Companhia de Jesus em Portugal)

N. 1510, Vouzela (Viseu), Portugal; M. 15 julho 1579, Lisboa, Portugal.

Cofundador da Companhia de Jesus, estando ao lado de Inácio de Loyola na criação desta Ordem, fundada em Paris em 1534.

P. Simão Rodrigues SJ
Inácio de Loyola e os primeiros companheiros

De família nobre, foi para a Universidade de Paris (1527) como bolseiro do rei D. João III. Em Paris ficou no colégio de Santa Bárbara, dirigida pelo português Diogo de Gouveia, o Velho. Estudou letras e entrou em 1532, no círculo de amigos de Inigo de Loyola, formando assim parte do núcleo inicial da Companhia de Jesus. Formado como Mestre em Artes (1536), e, em seguida, estudou Teologia.

Collège Sainte-Barbe, 4 rue Valette, Paris 

Foi ordenado sacerdote em 24 de Junho de 1537, em Veneza.

Diogo de Gouveia, ciente dos projetos e frutos apostólicos de Inácio e dos seus companheiros, propôs (1538) a D. João III de Portugal que os convidasse para irem à Índia.

Diogo de Gouveia (c. 1471, Beja – 8 de dezembro de 1557, Lisboa), conhecido como Diogo de Gouveia, o Velho para o distinguir do seu sobrinho Diogo Gouveia, o moço, que foi embaixador de D. João III junto do Concílio de Trento.

D. João III confiou este assunto ao seu embaixador em Roma, D. Pedro de Mascarenhas, e Inácio de Loyola designou Francisco Javier e Simão Rodrigues para esta missão. Vendo os frutos que produziam em Lisboa, o Rei decidiu que Francisco de Javier seguiria para a Índia e que Simão Rodrigues ficaria em Portugal com a tarefa de recrutar missionários para irem para o exterior.

Em janeiro de 1542, o rei doou o mosteiro de Santo Antão-o-Velho (Mouraria, Lisboa), que foi a primeira casa que a Companhia de Jesus teve no mundo e também o seu primeiro colégio em Portugal.

Colégio de Santo Antão-o-Velho | Colégio de Santo Agostinho | Exterior | Fachada poente | Eduardo Portugal s.d. © CML | DMC | Arquivo Municipal de Lisboa
Colégio de Santo Antão-o-Velho | Colégio de Santo Agostinho | Museu de Lisboa | Maqueta de Lisboa antes do Terramoto de 1755 | Pormenor | José Vicente

Em julho de 1542, Simão Rodrigues fundou o Colégio de Jesus, em Coimbra (mais tarde daria origem ao imponente  Real Colégio das Artes e Humanidades), e preparou a fundação do colégio do Espírito Santo, em Évora. Os três colégios já contavam com 240 a 250 jesuítas em 1551.

Primeira pedra do Colégio de Jesus (Coutinho, J.E.R. 2003. Sé Nova de Coimbra. Colégio das Onze Mil Virgens.Igreja de Jesuítas. Coimbra, Paróquia da Sé Nova, pg. 34)
Complexo jesuítico: à esquerda o Colégio de Jesus, à direita o Colégio das Artes e, atrás deste, o refeitório com ligação direta aos dois colégios
In Imago Collegii, in Societate Iesu omnium primi, á Ioanne III Lusitaniae Rege Conimbricae fundati / Carolus Grandi scul Romae 1732.
Lisboa, Bibliioteca Nacional.

Simão Rodrigues promoveu uma expansão notável das missões no exterior.


A partir de 1545 enviou sucessivas expedições ao Oriente, com um total de 35 missionários. Juntamente com D. João III e Inácio de Loyola, participou nas primeiras negociações sobre a missão etíope; enviou quatro companheiros ao Congo para ali fundar a missão em 1547; três para Ceuta e Tetuão para serem dedicados aos cativos em 1548; Manuel da Nóbrega e cinco companheiros, para fundar a missão brasileira em 1549, e uma segunda expedição de quatro missionários em 1553. Promoveu também missões populares nas diferentes regiões de Portugal.

O Rei tinha tanta estima por Rodrigues que o nomeou preceptor do filho em 1545 (conseguiu afastar Damião de Góis da função de mestre de letras do mesmo príncipe). E em 25 de outubro de 1546, foi nomeado Provincial da Companhia de Jesus em Portugal.

Durante os doze anos do seu governo, a Companhia de Jesus cresceu muito rapidamente em Portugal.

Simão Rodrigues foi acusado de ser muito tendencioso no seu governo, sendo, entre outras acusações, acusado de falhas de obediência. Em 1552, foi deposto do cargo de Provincial, o que agravou ainda mais a situação.

Embora resistisse em partir para Espanha, como Provincial de Aragão, tendo o rei o advertido a obedecer. Visitou as casas de Saragoça, Barcelona, ​​​​Valência e Gandía.
Com o agravamento da sua saúde, regressou sem autorização a Portugal em 1553. Considerando a sua presença prejudicial, o Provincial Diego Mirón ordenou-lhe que abandonasse o reino e fosse para Roma. Pouco depois da sua chegada, Rodrigues começou a queixar-se de alguns jesuítas em Portugal, que lhe tinham feito acusações contra ele e ao seu governo.

Rodrigues propôs a Ignacio de Loyola que submetesse o seu caso a julgamento, pois em sua consciência se considerava inocente daquilo de que era acusado. O julgamento durou pouco mais de dois meses e a sentença foi pronunciada (7 de fevereiro de 1554).

Os juízes enumerando os seus erros, impuseram-lhe duras penas, que Rodrigues aceitou humildemente. Ignacio de Loyola retirou-lhe as penas e apenas permitiu que ele não voltasse a Portugal. No entanto, Rodrigues procurou mais tarde que o Papa, como Superior supremo da Companhia de Jesus, confiasse a sua causa ao cardeal protetor para regressar com honra a Portugal. Rodrigues passou durante algum tempo triste no norte da Itália, com a memória da sua reputação perdida.

O Geral Diego Laínez mostrou-se inclinado a satisfazer o desejo de Rodrigues de regressar a Portugal, para o qual escreveu (1564) aos Padres Portugueses solicitando a sua opinião, mas ainda não foi considerado adequado. Simão Rodrigues foi para a Espanha e fixou residência em Andaluzia a partir de 1564 e em Toledo a partir de 1570, já muito melhor espiritualmente.

Por sua vez, o Padre Geral Borja, como prova de confiança (1 de janeiro de 1572) tomou medidas para preparar o regresso de Rodrigues à sua terra natal, mas Borja morreu (3 de setembro , 1572) sem tê-lo concluído. O seu sucessor Everardo Mercúriano executou o projeto de Borja e permitiu-lhe (29 de julho de 1573) o seu regresso a Portugal.
Após vinte anos de ausência, Rodrigues chegou ao Colégio de Coimbra, em 24 de setembro de 1573. Informou o Geral sobre a situação da Província e sugeriu os meios para resolver a crise. Rodrigues continuou interessado no bem da província. Apesar de ter recusado o cargo de Superior, continuou a contribuir com os seus conselhos para o bom andamento das comunidades.

Viveu os seus últimos anos na Casa Professa de São Roque, de Lisboa, onde morreu a 15 de junho de 1579, tendo ficado sepultado na igreja de S. Roque.

Uma inscrição junto à entrada da Sacristia da Igreja de S. Roque assinala, ainda hoje, o local onde repousam os seus restos mortais.

Sepultura do P. Simão Rodrigues, fundador da Companhia de Jesus em Portugal.
Na parede do cruzeiro da Igreja de S. Roque de Lisboa, do lado do Evangelho e à esquerda da porta de comunicação com o corredor da Sacristia, está um painel cuja moldura é de mármore negro, a faixa de mármore amarelo e a tabela de mármore de Carrara. @franciscabrancoveiga

O epitáfio do padre Simão Rodrigues foi mandado gravar na tabela do painel, sendo as letras douradas e o seu teor o seguinte:

OSSA P. M. SIMONIS
RODERICI PIAE RECORDA-
TIONIS, QUI PROVINCI-
AM HANC LUSITA-
NAM FUNDAVIT, PRIMUS
IN EA PROVINCIALIS,
UNUS E NOVEM
B. P. N. IGNATII SOCIIS.
OBIIT IN HAC DOMO
XV. JULII MDLXXIX

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VEIGA, Francisca Branco, SIMÃO RODRIGUES (primeiro Provincial da Companhia de Jesus em Portugal)(blogue da autora Francisca Branco Veiga). Disponível em: https://franciscabrancoveiga.com/ [15 de Setembro de 2024].

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